segunda-feira, 28 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
uma orquestra

tu violoncelista
és a esperança deste naipe moribundo
tu professor
professor de contrabaixo
medianamente feliz
medianamente humano
viva o teu banco desconfortável
viva a harpa se não enfeita
viva o fagote sem penteado austríaco
viva a valsa danação
viva a menina de escola de 60 anos
viva a banda que a orquestra não abafa
viva outra vez o corne inglês
e vocês moscas
de museu de estado
desapareçam,
desapareçam,
fora daqui!
segunda-feira, 14 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Em 10 de Junho de 1978 foi legalmente assassinado um anti-fascista
Faraway e Jacky
comissário Faraway
almirante Jacky
fizeram viagens sem título
beberam como cavalos
entornaram uma amizade
em miragens de amor
descrentes encontraram-se de novo
numa batalha campal
num bar em Newfight
uma ilha grande e até então
praticamente desconhecida
estavam do mesmo lado
reconheceram-se e riram
e choraram as lágrimas
e as cicatrizes
quinta-feira, 3 de junho de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Lançamento do disco apupópapa! no Porto (agora com fotos)
A Diana e o Pedro cantaram em seguida «Homofo-BU!» e, acompanhados por Rossana Silva e Smith, «Deixa estar». Acompanhados pelo Maio, acabaram o concerto com a canção «Este mânfio».
Smith cantou à guitarra a canção «O rato que canta», do grupo Focolitus, que integra o disco apupópapa!
Pedro Ribeiro leu um texto seu.
Maio cantou a «Cantiga da minha preguiça» e a Diana e o Pedro entoaram ainda a «Trova do Bento que passa».
Seguiu-se o cinema comunitário, com O sentido da vida, dos Monthy Python.
Venderam-se 30 discos. 10 ficaram na Casa Viva à venda para quem os quiser comprar no Porto.
Entretanto o blogzine da Chili com Carne falou do apupópapa!
Para pedir discos apupópapa! enviar um e-mail para apupopapa@gmail.com.
terça-feira, 11 de maio de 2010
O lançamento do disco apupópapa! em Lisboa (agora com fotos)

Foi no passado sábado 8 de Maio que o disco apupópapa! – feito com o intuito de ser uma pedrada no charco pantanoso do consensual beija-mão ao Papa por ocasião da sua visita a este país à beira mar plantado – foi lançado em Lisboa, no bar Aguarela.
O anúncio do acontecimento foi feito com panfletos passados de mão em mão e deixados em sítios, foi feito por e-mail, circulou no Facebook e no Myspace e foi postado em algumas páginas de notícias e blogs (como por exemplo, Pimenta Negra, O Sono do Monstro, Panteras Rosa, Time Out, Público, Freguesia São Bartolomeu Coimbra). Para além disso, três dos organizadores da coisa deram uma entrevista à Sapo Notícias que saíu ainda no dia anterior à festa-lançamento do disco e que foi comentada não por 2 ou 3 pessoas, nem por 50 ou 100, mas teve nada mais que 270 comentários.
Na quinta-feira 13 de Maio, o disco apupópapa!, que vem acompanhado por um zine cheio de recheio, será lançado no Porto – às 20h30, na Casa Viva (Pç. do Marquês, 167). Será mais um belo serão, com certeza.
O disco apupópapa! reúne colaborações de Serpendes; D. Chica e Heidi M.; dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS; Miguel Castro Caldas; Artigo 19; Inês Nogueira, João Caldas e Zé Ratinho; micro_SAPIENS; Casa Viva; Focolitus; Above the tree; Regina Guimarães e Tiago Afonso; À porta fechada; Nuno Moura; Pedro e Diana. Foi masterizado por J. Klicka.

Para quem falhou o lançamento em Lisboa e não puder ir ao do Porto, pode pedir discos através do e-mail apupopapa@gmail.com. Custam 3€.
terça-feira, 6 de abril de 2010
todos os dias
uma escada para descer
nem sempre serás livre
“inspirada”
a bomba sempre
os rios de trabalho sempre
a vontade no fundo sempre
de tudo arrancar
nem sempre a tua plantação paciente e bela
da destruição futura
derrube urgente
de uma de viver
forma
lenta
nos cantos amarelecida
MAS!
os milhões que escreveste
em rápidos minutos
tu que sabes a exclamação
e evitas com LETRAS
tu que tens
a solução para as TRELAS
não te sucedem
és tu aqui
presente
para a escada descendente - o chão e as
ESTRELAS
todos os dias
até te vir buscar uma mulher
amarguras
quarta-feira, 31 de março de 2010
Volta, rivolta e torna a rivoltar
[Canzone nata dopo il 1880 fra i braccianti addetti ai lavori di bonifica delle paludi costiere della Romagna e della provincia di Ferrara. Quell'opera richiamava nella zona masse enormi di contadini poveri e di braccianti, attratti dalla nuova possibilità di impiego: è proprio dalla concentrazione di province diverse che nasce un canto in italiano, anziché in dialetto. Protagonisti sono gli "scariolanti", cioè i braccianti che trasportavano la terra per mezzo di carriole durante i lavori di bonifica nel territorio del fiume Reno. Gli scariolanti venivano arruolati ad ogni inizio settimana: alla mezzanotte di domenica suonava un corno; esso segnalava che chi voleva avere un lavoro doveva mettersi in cammino verso gli argini, ove avveniva l'arruolamento. I ritardatari venivano mandati indietro.]
A mezzanotte in punto
si sente un gran rumor
sono gli scariolanti lerì lerà
che vengono al lavor.
Volta rivolta e torna a rivoltar
sono gli scariolanti lerì lerà
che vanno a lavorar.
A mezzanotte in punto
si sente una tromba suonar
sono gli scariolanti lerì lerà
che vanno a lavorar.
Volta rivolta e torna a rivoltar [...]
Gli scariolanti belli
son tutti ingannator
vanno a ingannar la bionda lerì lerà
per un bacin d'amor.
Volta rivolta e torna a rivoltar [...]
quarta-feira, 10 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
Elas

Elas vão à parteira que lhes diz que já vai adiantado. Elas alargam o cós das saias. Elas choram a vomitar na pia. Elas limpam a pia. Elas talham cueiros. Elas passam fitilhos de seda no melhor babeiro. Elas andam descalças que os pés já não cabem no calçado. Elas urram. Elas untam o mamilo gretado com um dedal de manteiga. Elas cantam baixinho a meio da noite a niná -lo para que o homem não acorde. Elas raspam as fezes das fraldas com uma colher romba. Elas lavam. Elas carregam ao colo. Elas tiram o peito para fora debaixo de um sobreiro. Elas apuram o ouvido no escuro para ver se a gaiata na cama ao lado com os irmãos não dá por aquilo. Elas assoam. Elas lavam joelhos com água morna. Elas cortam calções e bibes de riscado. Elas mordem os beiços e torcem as mãos, a jorna perdida se o febrão não desce. Elas lavam os lençois com urina. Elas abrem a risca do cabelo, elas entrançam. Elas compram a lousa e o lápis e a pasta de cartão. Elas limpam rabos. Elas guardam uma madeixita entre d.ois trapos de gaze. Elas talham um vestido de fioco para uma boneca de papelão escondida debaixo da cama. Elas lavam as cuecas borradas do primeiro sémen, do primeiro salário, da recruta. Elas pedem fiado popeline da melhor para a camisa que hão-de levar para a França, para Lisboa. Elas vão à estação chorosas. Elas vêm trazer uin borrego à primeira barraca e ao primeiro neto. Elas poupam no eléctrico para um carrinho de corda.

Elas sobem para cima de um caixote, que ainda são pequenas para chegar à bancada de descarnar o peixe. Elas mondam, os dedos tolhidos de frieira e urtiga. Elas fazem descer a lâmina de cortar o coiro. Elas sopram nos dedos a aquecê-los, esfregam os olhos, voltam a pôr as mãos por detrás da lente a acertar os fios da matriz do transistor. Elas espremem as tetas da vaca para o balde apertado entre as pernas. Elas fecham num dia as pregas de papel de mil pacotes de bolacha. Elas acertam em duzentos casacos a postura da manga onde cravar o botão. Elas limpam o suor da testa com a manga e a foice rebrilha ao sol por cima da cabeça e da seara. Elas ouvem a matraca de dez teares enquanto a peça cresce diante, o fio amandado de braço a braço aberto. Elas cortam os dedos nas primeiras vinte cinco latas até calejar bem. Elas fazem a agulha passar para cá e lá em cruz na tela do tapete. Elas vigiam a última fieira de garrafas, caladas, à espera da sirene. Elas carregam o cesto de azeitona à cabeça já sem cantar, até que o sol se ponha.

Elas carregam no botão da caixa e fazem quinhentos trocos miúdos. Elas metem a cavilha, dizem outro número e passam a vigésima chamada. Elas mexem panelões que lhes chegam à cinta. Elas descem doze caixotes de lixo já noite fechada. Elas fazem todas as camas e despejos de uma família alheia. Elas picam bilhetes metidas numa caixa de vidro. Elas batem à máquina palavras que não entendem. Elas arquivam por ordem alfabética duas mil fichas e vinte e cinco ofícios. Elas vão outra vez buscar a gaveta das luvas para o balcão a ver se há aquele verde. Elas aspiram do pó antes das nove doze assoalhadas, e cento e dez degraus de alcatifa. Elas entram na praça manhã cedo, já vindas do lota ajoujadas com o peixe para as bancadas. Elas acertam as bainhas de joelhos, a boca cheia de alfinetes. Elas põem trinta e duas arrastadeiras e tiram sessenta temperaturas. Elas pintam unhas de homem. Elas guardam sanitas e fazem renda em pequenos cubículos sem janela.

Elas olham para o espelho muito tempo. Elas choram. Elas suspiram por um rapaz aloirado, por duas travessas para o cabelo cravejadas de pedrinhas, um anel com pérola. Elam limpam com algodão húmido as dobras da vagina da menina pensando, coitadinha. Elas escondem os panos sujos de sangue carregadas de uma grande tristeza sem razão. Elas sonham três noite a fio com um homem que só viram de relance à porta do café. Elas trazem no saco das compras uma pequena caixa de plástico que serve para pintar a borda dos olhos de azul. Elas inventam histórias de comadres como quem aventura. Elas compram às escondidas cadernos de romances em fotografias. Elas namoram muito. Elas namoram pouco. Elas não dormem a pensar em pequenas cortinas com folhos. Elas arrancam os primeiros cabelos brancos com uma pinça comprada na drogaria. Elas gritam a despropósito e agarram-se aos filhos acabados de sovar. Elas andam na vida sem a mãe saber, por mais três vestidos e um par de botas. Elas pagam a letra da moto ao que lhes bate. Elas não falam dessas coisas. Elas chamam de noite nomes que não vêm. Elas ficam absortas com a mola da roupa entre os dentes a olhar o gato sentado no telhado entre as sardinheiras. Elas queriam outra coisa.

Elas fizeram greves de braços caídos. Elas brigaram em casa para ir ao sindicato e à junta. Elas gritaram à vizinha que era fascista. Elas souberam dizer salário igual e creches e cantinas. Elas vieram para a rua de encarnado. Eles foram pedir para ali uma estrada de alcatrão e canos de água. Elas gritaram muito. Elas encheram as ruas de cravos. Elas disseram à mãe e à sogra que isso era dantes. Elas trouxeram alento e sopa aos quartéis e à rua. Elas foram para as portas de armas com os filhos ao colo. Elas ouviram faltar de uma grande mudança que ia entrar pelas casas. Elas choraram no cais agarradas aos filhos que vinham da guerra. Elas choraram de ver o pai a guerrear com o filho. Elas tiveram medo e foram e não foram. Elas aprenderam a mexer nos livros de contas e nas alfaias das herdades abandonadas. Elas dobraram em quatro um papel que levava dentro urna cruzinha laboriosa. Elas sentaram-se a falar à roda de uma mesa a ver como podia ser sem os patrões. Elas levantaram o braço nas grandes assembleias. Elas costuraram bandeiras e bordaram a fio amarelo pequenas foices e martelos. Elas disseram à mãe, segure-me aqui os cachopos, senhora, que a gente vai de camioneta a Lisboa dizer-lhes como é. Elas vieram dos arrebaldes com o fogão à cabeça ocupar uma parte de casa fechada. Elas estenderam roupa a cantar, com as armas que temos na mão. Elas diziam tu às pessoas com estudos e aos outros homens. Elas iam e não sabiam para aonde, mas que iam.
Elas acendem o lume. Elas cortam o pão e aquecem o café esfriado. São elas que acordam pela manhã as bestas, os homens e as crianças adormecidas.
Dezembro 1975
MARIA VELHO DA COSTA, Cravo, Lisboa, Moraes Editores, 1975.
Imagens: fotografia de Manuela Porto; Oh mulher das mãos gretadas, de Mário Dionísio; Nascita di San Giovanni Battista, de Artemisia Gentileschi; Retrato de Maria Letícia, de Mário Dionísio; A liberdade guiando o povo, de Delacroix.
sábado, 6 de março de 2010
elephas antiquus em porto covo

Descobertas pegadas de elefantes no Alentejo
00h26m
Trilhos pertencem a animais extintos há mais de 30 mil anos.
Pegadas de "Elephas antiquus", um tipo de elefante extinto há mais de 30 mil anos, foram descobertas ao longo da costa alentejana. É o primeiro achado do género em toda a Europa, mas está em risco de desaparecer devido à erosão causada pelo mar.
"O elefante antigo já era conhecido no registo formal, mas sob a forma de ossadas, mas nunca tinham sido encontradas pegadas", explicou Carlos Neto de Carvalho, o paleontólogo que coordenou a equipa científica do Geopark Naturtejo.
De acordo com o responsável, o que entusiasma a comunidade científica é o facto de terem sido encontrados trilhos, uma situação inédita em toda a Europa e que vai permitir saber mais sobre o comportamento e quotidiano destes animais de grande porte, semelhantes ao elefante asiático.
Há cerca de uma década que os investigadores vêm percorrendo os campos dunares fósseis que ainda subsistem, em Portugal continental e na Madeira. Começaram em Cascais e foram descendo a costa, fixando olhares entre a região de S. Torpes (Sines) e Armação de Pêra (Silves).
Numa das lages, entre Porto Covo (Sines) e Vila Nova de Mil Fontes (Odemira), a equipa coordenada pelo paleontólogo encontrou pegadas de três elefantes distintos que andavam em grupo e cujas pegadas percentem a adultos jovens ou a fêmeas, e que chegam a atingir os 50 centímetros.
Feita a descoberta, importa agora preservar o achado, sublinha Carlos Neto de Carvalho, acrescentando que as rochas onde estão inscritas as pegadas estão em situação de risco. "A arriba costeira está muito sujeita às ondas e isso conduzirá ao desaparecimento destas lajes. É um destino que está traçado", afirma.
Na sua opinião, "é fundamental avançar para um processo de replicação destes trilhos de modo a que a informação não se perca", criando depois um museu ou um centro de interpretação.
O especialista defende que este projecto terá que ter o envolvimento das câmaras locais, assegurando que já existem contactos. "Faz todo o sentido que o centro de interpretação fique na região onde estão os trilhos", sublinha, acrescentando que será até benéfico em termos turísticos.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
transbordo
mar do Nilo a transbordar
chaga ferida em sangue
tão cedo não vai sarar
Das escarpas afiadas
saem uivos de agonia
mas os que sofrem mais
são os que têm afonia
Sem saber gritar errar
embrulham o desespero
sabem limpar o cantinho
não usam o verbo quero
Choram mágoas de arrepios
cospem pisam e recalcam
e respiram sós no mundo
sem saber por onde galgam
Fecham pesados os olhos
de cansaço ao fim do dia
almejam esquecer os horrores
dos uivos de agonia
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
um poema de Carl Sandburg
domingo, 21 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
sábado, 26 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
domingo, 6 de dezembro de 2009
A minha biblioteca
leva tempo a arrumar
as capas de várias cores
não querem pôr-se de A a Z
as lombadas as lombadas
não querem meter-se nos assuntos
A minha biblioteca
tem um feitio de arreliar
livros saltam tantos muitos
querem-me a casa
querem-me o chão
querem-me as mesas
querem-me o parapeito
querem-me a cama
e eu por vingança
não os leio
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
como bolinhos!
cada feixe de luz qual faixa antiga parece nítida
e bocadinhos daqui querem agarrar os dali e dançam no ar.
as tardes as horas os repentes
os verões discussões
palavras que nos andaram na cabeça tantas v
mais melodias de cá.
ainda não sabemos o que é
temos medo que nos morda mas somos nós que o talhamos
somos Gepetos Diderots e outros
e será será que lá estão contigo a saltar?
nós ligados por um disco.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
sobre o amor
queima de frio e faz palavras chocarem faz palavras nascerem
o amor descrista
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
a dança

o polícia não está a cantar nem a dançar
porque não sabe a letra nem a liberdade
quer encostar os manifestantes, tirá-los da rua
prendê-los
ao passeio
é coisa para ter acontecido na California
apesar de se ver pelos ares
e o vestuário
que foi depois de 64
CIVIL RIGHTS ACT
que foi depois de Luther King
morto em 68 com uma bala da cara ao ombro
foi certamente depois das seis e um da tarde desse Abril
mas antes do fim do apartheid na África
do Sul
o que espanta é o megafone
foi ele que o usurpou a ela?
é ela que lho tenta tirar?
quem tem voz? quem a pode amplificar?
ele segura o megafone mas
naquela dança cavalgando parece frágil
parece frágil e impotente quando se irrita
é coisa para ter acontecido em 1985
tem ar de ainda ser coisa
porque a polícia dança ainda
essa estranha dança
ao som de HIS MASTERS VOICE
há um rapaz que hesita
e uma mulher sem medo
e um outro fotógrafo do lado de lá tirando outra fotografia
que ajuda este - que fez esta
a cercar a patética fardada estupidez
mas onde estará essa outra fotografia que nos fotografa,
que exige ela de nós?
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
Cesare Battisti, greve de fome

Battisti entregou a Nery, segundo o senador disse em seu site na sexta-feira, uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele se diz pronto para morrer no Brasil e assim não ser mandado de volta para a Itália, onde é acusado de quatro assassinatos nos anos 1970.
"Estou pronto para morrer se tiver que morrer, mas nunca nas mãos dos meus carrascos," diz a carta.
O Supremo Tribunal Federal deve tomar uma decisão final sobre a extradição nos próximos dias. Os ministros do tribunal estão divididos sobre o tema.
A Itália afirma que Battisti é um terrorista e tem pressionado o Brasil desde que o governo Lula decidiu em janeiro dar ao guerrilheiro status de refugiado político.
Battisti, 54, escapou de prisão italiana em 1981. Viveu na França, mas fugiu de lá quando o país aprovou a sua extradição em 2006. Foi preso no Brasil.
Ele corre o risco de pegar prisão perpétua na Itália. Ele nega as acusações de assassinato.
as facas de peixe servem para barrar nutella nas cream crackers
e se ainda caderno tivesse
OS TEMPOS QUE É PRECISO
tempos de estar só mas
sem estar cansado do trabalho ou das folias
sem estar triste ou com agonias
sem estar com o copo cheio
cheio de alguma coisa
ou cheio da falta de alguém
isto para escrever
- os outros tempos precisos
para o mundo
são os de mudança
sábado, 14 de novembro de 2009
a menina pensa melhor de pé
a menina tem quatro pernas de cadeira
a menina tem rabo de gato e uma certa maneira
de dizer que gosta mais de si libertada
a menina tem rodas e vai ao supermercado
a menina tem língua que diz que não e sim sim
a menina às quintas vai aos correios, apaixonada
e manda cartas com o dinheiro dos biscates
a menina tem ataques e fica a pensar de lado
a menina procura gentes e os meios
mas ainda age sozinha, com freios,
quando é pra lavar a cozinha
sábado, 7 de novembro de 2009
Cerveja com muita gola
letra Regina Guimarães
lengalonga
Ana Deus | Vídeo do MySpace
e outra versão da Ana Deus audível em: http://www.myspace.com/anadeus
terça-feira, 3 de novembro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Black Panthers, de Agnès Varda
Mas agora que voltámos, aqui fica este belo vídeo, que vi por acaso ontem na televisão.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
A segurança do lar
Prepara-se para ir de férias ou de fim-de-semana nas próximas semanas e abandonar a sua residência?
Sabia que, de acordo com as estatísticas oficiais da PSP, no ano de 2008 a Polícia registou um aumento de 63,1% dos crimes de furtos em residências nos meses de Julho, Agosto e Setembro? Os crimes contra o património constituem, até, os mais frequentes durante a época estival: só no ano passado, este tipo de criminalidade foi responsável por cerca de 63% das queixas apresentadas pelas vítimas à PSP, representando um aumento de 24% em relação a 2007. Os furtos em casas e automóveis foram os ilícitos que mais cresceram nesse período. Tanto a PSP como a GNR apostam em programas de patrulhamento reforçado das áreas cujos residentes comunicam atempadamente que vão partir, deixando as casas vazias. No entanto, e apesar do esforço das Autoridades, os assaltos a residências não cessam de crescer devido ao grande aumento de criminalidade durante a época de Verão.
O que fazer para proteger a sua casa da forma mais eficaz? Por um lado, há um conjunto de cuidados e regras simples que pode e deve cumprir antes de sair para férias: desde certificar-se que fecha à chave correctamente todas as portas, bem como as janelas, a colocar trancas ou grades nos locais de acesso pelo exterior, a comunicar a sua ausência à Polícia e a vizinhos de confiança. Além disso, pode recorrer a serviços profissionais de segurança que irão proteger a sua residência com meios tecnológicos e de vigilância humana.
Este ano, a Prosegur tem em curso uma acção nacional através da qual lhe oferece uma avaliação gratuita, a cargo de profissionais de Segurança, do nível total de segurança da sua residência.
... e blá blá blá...
mas a minha casa está segura demais! Hoje até queria sair de casa de manhã e a porta estava trancada! Tive de ficar aqui entre estas paredes. Até que o príncipe encantado me encontre.