segunda-feira, 29 de junho de 2020

garibaldina



terça-feira, 9 de junho de 2020

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Correspondência Mário Dionísio - Ilse Losa

Esta sessão é coscuvilheira: vamos ouvir uma deliciosa troca de cartas, aproveitando o balanço do precioso trabalho de Karina Marques, que, embrenhando-se no espólio de Mário Dionísio e no de Ilse Losa, reuniu e tratou a correspondência entre os dois, publicando grande parte em ILSE LOSA – ESTREITANDO LAÇOS – CORRESPONDÊNCIA COM OS PARES LUSÓFONOS (1948-1999).

Os assuntos são muitos, dignos da curiosidade de qualquer pessoa que goste de ler cartas alheias, ainda por cima tratando-se de duas extraordinárias pessoas, dois pares com vidas cheias e inquieta produção de palavras e pensamento sobre um mundo que queriam ver mudado. Muito sobre literatura, a começar pela própria obra dos dois autores (incluindo as questões de língua que se levantam a uma refugiada judia alemã que quer escrever em português) e a constante colaboração de ambos em jornais e revistas. Foram os 300km que os separavam (um vivia em Lisboa, outro no Porto) que tornaram possível hoje podermos ler estas cartas que, não fosse essa distância geográfica, podiam ter sido conversas de café.
 
Esta sessão «Ouvido de Tísico» foi publicada na secção «Notícias» do site www.centromariodionisio.org da Casa da Achada - Centro Mário Dionísio no domingo 24 de Maio às 15h30.

Nas sessões «Ouvido de Tísico» a proposta é escutar. Fácil? Difícil? Num mundo que nos quer entupir os ouvidos, nós queremos continuar a fazer cócegas ao caracol. Ouvir-se-ão textos de vários autores, saladas musicais, documentos desencantados do Centro de Documentação da Casa da Achada, discos do princípio ao fim, entrevistas, enfim, de tudo um pouco. Pode-se ouvir de pé ou sentado, sentado ou deitado. Pode ouvir-se de olhos fechados ou abertos, abertos ou semicerrados. Pode-se desenhar enquanto se ouve, ou escrever, ou não fazer mais do que... ouvir.

sábado, 2 de maio de 2020

VIVA O PVEC!

Um jornal com poemas, desenhos, contos, reflexões, depoimentos, entrevistas, jogos e passatempos que se pode ler na internet. Feito pela Casa da Achada para assinalar com pensamento crítico, humor e poesia este 25 de Abril.

https://issuu.com/casadaachada/docs/pvec25abril
 para ler, clicar na imagem
para ler melhor, pôr para ler em «écrã inteiro»

Uma edição on-line a várias mãos em tempos de confinamento, com contribuições de Auretta Pini, Bertran Romero Sala, Diana Dionísio, Eupremio Scarpa, Gianfranco Azzali, Gianni Tamino, Giuseppe Morandi, Jacinto Lucas Pires, João Rodrigues, Jorge Silva Melo, José Smith Vargas, Luiz Rosas, Mário de Carvalho, Paolo Barbaro, Pedro Rodrigues, Pitum Keil do Amaral, Regina Guimarães, Saguenail, Serena Cacchioli, Sofia Ferreira Andrade, Sónia Gabriel, Yann Prost e ainda poemas de Ernest Hemingway, Franco Fortini, Joseph Brodski, Mário Dionísio e Pier Paolo Pasolini.

terça-feira, 28 de abril de 2020

25 de Abril: esses dois anos

Ouvido de tísico Nº 14
25 DE ABRIL: ESSES DOIS ANOS

Com muitas canções do GAC – Grupo de Açcão Cultural e textos e documentos da exposição 25 de ABRIL AO AR LIVRE – feita em 2014 pela Casa da Achada, com as colaborações de Catarina Barros, Clara Boléo, Cristina Mora, Diana Dionísio, Eduarda Dionísio, Eupremio Scarpa, F. Pedro Oliveira, Lara Afonso, Natércia Coimbra, Pedro Soares, Sónia Gabriel e Youri Paiva – que parte de frases de Mário Dionísio e de João Martins Pereira e nos dá a ver vários «fins» do 25 de Abril: fim ao pesadelo, ao medo, à solidão, fim ao «orgulhosamente sós», fim ao «Do Minho a Timor», fim ao «Deus, pátria, família», fim ao silêncio, à opressão, à repressão, fim à censura (jornais, rádio, televisão, literatura, teatro, cinema, canção, fim ao dever de obediência (casas, fábricas e campos ocupados, saneamentos), fim aos «servidores do Estado», fim à exploração, fim ao «basta saber ler, escrever e contar», fim à «alta cultura».

Neste programa, feito para o 25 de Abril da Casa da Achada, em época de quarentena, participam, com as suas belas vozes, Ana Queijo, Catarina Carvalho, Clara Boléo, Diana Dionísio, F Pedro Oliveira, Francisca Soares, Inês Nogueira, João Rodrigues, Lena Bragança Gil, Marta Raposo, Pedro Rodrigues, Pedro Mendes Soares, Rubina Oliveira, Serena Cacchioli, Sónia Gabriel, Susana Baeta e Toni.


Nas sessões «Ouvido de Tísico» a proposta é escutar. Fácil? Difícil? Num mundo que nos quer entupir os ouvidos, nós queremos continuar a fazer cócegas ao caracol. Ouvir-se-ão textos de vários autores, saladas musicais, documentos desencantados do Centro de Documentação da Casa da Achada, discos do princípio ao fim, entrevistas, enfim, de tudo um pouco. Pode-se ouvir de pé ou sentado, sentado ou deitado. Pode ouvir-se de olhos fechados ou abertos, abertos ou semicerrados. Pode-se desenhar enquanto se ouve, ou escrever, ou não fazer mais do que… ouvir.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

25 de Abril da Casa da Achada




Este 25 de Abril, dia em que a Casa da Achada se costuma encher de gente, conversas, canções e abraços, não nos poderemos encontrar, mas, dada esta liberdade condicionada que vivemos, precisamos ainda mais de um farnel para ajudar.

11h-15h:
25 de Abril: esses dois anos
Ouvido de Tísico nº 14
programa sonoro para ouvir de janela aberta
com textos e documentos da exposição «25 de Abril ao ar livre» e as canções do GAC

«25 de Abril – Esses dois anos» será um programa de dois pares de horas, feito a partir da exposição «25 de Abril ao ar livre» (que fizemos na Casa da Achada em 2014 e já circulou por várias terras), a que se misturam as canções do GAC (Grupo de Acção Cultural - Vozes em Luta). É assim um programa sonoro para ouvir de janela aberta, cheio de música e de textos, lidos a várias vozes: Ana Queijo, Catarina Carvalho, Clara Boléo, Diana Dionísio, F. Pedro Oliveira, Francisca Soares, Inês Nogueira, João Rodrigues, Lena Bragança Gil, Marta Raposo, Pedro Rodrigues, Pedro Soares, Rubina Oliveira, Serena Cacchioli, Sónia Gabriel, Susana Baeta e Toni.

16h:
lançamento do jornal PVEC – Processo Viral Em Curso
com intervenções de várias pessoas
sobre liberdade hoje

Às 16h lançamos o PVEC, Processo Viral Em Curso, uma edição on-line a várias mãos em tempos de confinamento, com contribuições de Auretta Pini, Bertran Romero Sala, Diana Dionísio, Eupremio Scarpa, Gianfranco Azzali, Gianni Tamino, Giuseppe Morandi, Jacinto Lucas Pires, João Rodrigues, Jorge Silva Melo, José Smith Vargas, Luiz Rosas,  Mário de Carvalho, Paolo Barbaro, Pedro Rodrigues, Pitum Keil do Amaral, Regina Guimarães, Saguenail, Serena Cacchioli, Sofia Ferreira Andrade, Sónia Gabriel, Yann Prost e ainda poemas de Ernest Hemingway, Franco Fortini, Joseph Brodski, Mário Dionísio e Pier Paolo Pasolini.
Um jornal com poemas, desenhos, contos, reflexões, depoimentos, entrevistas, jogos e passatempos que se poderá ler na internet. Para assinalar com pensamento crítico, humor e poesia este 25 de Abril, já que não nos vamos poder encontrar e conversar em festa e convívio na Casa da Achada, como tem sido hábito de há 10 anos para cá.

18h-24h:
Coro da Achada
lançamento de uma canção em vídeo e outras surpresas

O coro da Achada lança um vídeo e mais algumas surpresas que se ouvem e vêem. Foi a maneira que inventámos para estarmos o mais juntos possível a cantar as lutas de ontem, as refregas de agora e as desejadas emancipações futuras. 

Grupo de Teatro Comunitário
leituras em vídeo a partir do diário inédito de Mário Dionísio

O Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada lê páginas do diário de Mário Dionísio, revelando os entusiasmos e as dúvidas da época, pela voz de um homem que viveu intensamente a revolução portuguesa e esses meses que se seguiram ao 25 de Abril, em que foi possível tanto do que antes parecia impossível.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Canções por um caminho de palavras

OUVIDO DE TÍSICO Nº 13

CANÇÕES POR UM CAMINHO DE PALAVRAS

As palavras puxam palavras e fazem um caminho de palavras. Cada palavra puxa uma canção e fazem um caminho de canções. Vamos ouvir esse caminho. Podem trazer pedrinhas: de pão, de chocolate, de cenoura, de queijo… a ver se a prima Vera chega e se nos deixa apanhar o sol e a sombra do quintal.

Nas sessões «Ouvido de Tísico» a proposta é escutar. Fácil? Difícil? Num mundo que nos quer entupir os ouvidos, nós queremos continuar a fazer cócegas ao caracol. Ouvir-se-ão textos de vários autores, saladas musicais, documentos desencantados do Centro de Documentação da Casa da Achada, discos do princípio ao fim, entrevistas, enfim, de tudo um pouco. Pode-se ouvir de pé ou sentado, sentado ou deitado. Pode ouvir-se de olhos fechados ou abertos, abertos ou semicerrados. Pode-se desenhar enquanto se ouve, ou escrever, ou não fazer mais do que… ouvir.

No sábado 21 de Março às 15h30, mais uma sessão de escuta da rubrica «Ouvido de Tísico» prometia dar as boas vindas à Primavera com convívio no quintal da Casa da Achada. Dadas as circunstâncias virais, a sessão nº 13 do Ouvido de Tísico – «canções por um caminho de palavras» – foi publicada online, para convivermos perto ao longe.

quinta-feira, 19 de março de 2020

uma canção em tempos de guerra viral

uma canção antiga que agora nos pareceu outra vez actual!

«dança, dança, figura dança,
ao som da finança, dança, dança
que belo canhão,
afinal, afinal a guerra é viral,
menos mal, menos mal,
não faz barulho,
é entulho, é entulho...»

Pedro e Diana gravados e misturados pelo João Ferro Martins

quinta-feira, 12 de março de 2020

a menina já não vai cantar no sábado

que pena não ir cantar para outros ouvirem
canções de zanga e liberdade
pensou a menina,
aliás, a sua silhueta,
porque ninguém a viu de facto no clube de futebol

decidiu então fazer "contactos sociais" apenas na rede
e percebeu que a rede era muito esburacada

encheu-se de alegria e esperança e coisas assim
e escreveu um poema inumano:

«366 ano 20 bissexto
março abril águas mil
hoje sol e um dia lindo
reunião marcada  17 18
search find
infotainement don't wacth
segurança 123 disponível
tradução automática key in fact/ infect
sabotagem
it's stupid my love start
error stop»


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

A sombra faz a silhueta cuspir
mas na verdade quando a luz ali bate
se vê que são sombras de ramos da árvore
que cresceu muito e está bonita

as sombras
juntam-se na silhueta ao corpo
verde regado de luz e água e vida,
ai, que belo natural fabricado...

e pronto, acabou-se a estética,
que pena,

e já não se pode continuar a modernidade
nem a pós-modernidade, menina.

Nem após.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

es lo que hay
la gentrificación
es lo que hay
la ciudad del patrón

pero no sera siempre así
la gente va a ocupar
la ciudad la ciudad
no se va a ficar

(a menina pires ouviu esta canção em Lisboa e registou - já não sabe se era bem assim)