quarta-feira, 17 de junho de 2026

terça-feira, 16 de junho de 2026

segunda-feira, 15 de junho de 2026

palavras de 10 letras sem letras repetidas

mercadinho

perguntado

bronquites

virulentas

perfumados

resultando

desobrigam


palavras de 9 letras sem letras repetidas

canteiros

perfumado

parecidos

gesticula

espiolhar

a mentira

cria cancro na língua 
e tumores no nariz

quarta-feira, 10 de junho de 2026

a tua dissonância...

... e essas pessoas na sala de jantar

terça-feira, 9 de junho de 2026

conto mil

conto mil ameaças às árvores
sapos parteiros, tritões e carriças
e àqueles rios e rios a correr a brotar de todo o lado

sorte que a vida seja finita

que os nossos olhos
não tenham de saber tudo

segunda-feira, 8 de junho de 2026

pares

a minha pedra antes tua
a tua massa tom meu
o teu luxo semi meu
uma lufada que me enriqueceu
e essa crista que aqui junta

e também
lentas gabardines
que lentas se interessam


sexta-feira, 5 de junho de 2026

hein?

caí em falso no buraco do tempo
que não tem chão
que dia é hoje, hein?

depois da noite de insónia
do dia de amor

antes da noite de amor
do dia de mergulho

penso em como o C é adulto e pragmático
sempre presente

as chaves o carregador
o cartão os comprimidos
as compras o creme os correios
o centro de saúde
o casaco o chapéu
as contas
a casa

terça-feira, 2 de junho de 2026

taça

quando me lembro daquela conversa cheia de curiosidade sobre as desgraças passadas e oiço ecoando aquelas gargalhadas a cair sobre os pratos penso que

já conheci ladrõezecos e pessoas cheias de inveja, individualistas egoístas e pessoas que não resistem ao consumo ou aos modelos de lar e família do capitalismo, gente que chupa sempre o pouco que pode do sangue alheio, que se encosta, que passa à frente, manipuladores de linguagem e de massas

mas de facto

nunca tinha conhecido ninguém tão dissimulado e maléfico

segunda-feira, 1 de junho de 2026

e ele a meter-se com o Proust?

 "Sacrificar a aventura por algumas páginas cobertas com tinta, chamo a isto arte, amor da arte. E embora se aproxime a hora do almoço, não vou almoçar - acabo de pedir um galão e dois bolos. Um deles, o bolo de arroz, poderia conduzir-me até à infância, mas resisto. Não vim aqui para seguir os apelos da memória espontânea." 

Augusto Abelaira, O TRIUNFO DA MORTE